quarta-feira, 8 de maio de 2013

E ainda...espero!

Esperar, o quanto difícil é.
Tento olhar o nada
Distanciar pensamentos
Esbravejar loucuras.

Percebo um receio constante
A fé inabalável faz-me inteira.
Há momentos de constância
E isso me sufoca

O imutável traz a sensação de impotência
Olho para as paredes tristes
Suas cores melancólicas
Seus aspectos monótonos

A cada instante que passa
Percebo o quão frágil sou
Tudo ao lado clama dor, angústia
Sinto, então, uma força divina

Algo move minhas entranhas
O estômago gela, o coração acelera
Colho a força pulsante
E sinto tudo alterar-se

Por quanto tempo?
Oh, temerável senhor fugidio,
Ajuda-me a enfrentar os minutos impassíveis
Faça os segundos mais ligeiros

E assim, na esperança nossa de cada dia,
Encontro a paz tão merecida
O repouso da mente,
E o aconchego materno.

2 comentários: