quarta-feira, 15 de maio de 2013

Menina dos meus olhos

Em um dia de sol radiante, nascia a princesa Ariel. Ela era uma criança tão meiga que cativava a todos.
Seus pais ficaram admirados de tamanha beleza, tanto interior quanto exterior.
As pessoas que a visitavam diziam ser a mais bela criatura pertencente a este mundo de tanta dor.
Ariel nasceu com uma missão: amar a todos de maneira singela e cativante, demonstrando o quanto o Universo pode ser melhor.
E ela foi crescendo e demonstrando sua doçura.
De repente, já estava com 15 anos e ressaltava pureza em suas ações. Ela descobriu que podia salvar o mundo com suas palavras e começaria a escrever fervorosamente. Ninguém a conseguia segurar, sua imaginação e a vontade de ajudar eram tamanhas que ela resplandecia virtudes.
Ariel criou estórias e histórias que começaram a tocar as pessoas, todos a chamavam de autora desconhecida, pois, assim, não haveria nomeação de atitudes e sim a plena vontade de transformação que suplantaria o ato da escrita.
A menina dos meus olhos criou a fantasia suficiente para salvar a minha vida, salvar o mundo com suas palavras tocantes. Todos em seu reino e nos arredores a proclamaram Grande Rainha das Palavras e ela vive de modo tocante em cada coração que emana amor, em cada afago, acalento, toque que qualquer súdito queira fornecer.
A princesa vive, vive bela e intocada pela maldade. Que sejas feliz, minha Grande Rainha das Palavras.

quarta-feira, 8 de maio de 2013

E ainda...espero!

Esperar, o quanto difícil é.
Tento olhar o nada
Distanciar pensamentos
Esbravejar loucuras.

Percebo um receio constante
A fé inabalável faz-me inteira.
Há momentos de constância
E isso me sufoca

O imutável traz a sensação de impotência
Olho para as paredes tristes
Suas cores melancólicas
Seus aspectos monótonos

A cada instante que passa
Percebo o quão frágil sou
Tudo ao lado clama dor, angústia
Sinto, então, uma força divina

Algo move minhas entranhas
O estômago gela, o coração acelera
Colho a força pulsante
E sinto tudo alterar-se

Por quanto tempo?
Oh, temerável senhor fugidio,
Ajuda-me a enfrentar os minutos impassíveis
Faça os segundos mais ligeiros

E assim, na esperança nossa de cada dia,
Encontro a paz tão merecida
O repouso da mente,
E o aconchego materno.